Comece aqui, esse é meu primeiro post!

Não disse muia coisa, mas espero que você entenda

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Não disse muia coisa, mas espero que você entenda

Eu queria escrever em um blog.
Quer dizer, ainda quero.

Mas aí surge a dúvida: eu deveria me apresentar?

É de bom tom iniciar um primeiro post no blog falando de si mesma, necessariamente? Como eu me apresentaria?

E se eu simplesmente ignorar essa regra de etiqueta e fingir que todo mundo já sabe quem eu sou? Ou que não se importam — o que deve ser a verdade, no final das contas?

E, como isso aqui tem a ver com viagens, eu queria começar falando sobre o que elas remetem a mim. Ao mesmo tempo, não quero parecer superficial ao me referir a deslocamentos geográficos.

Como explicar que as viagens, muitas vezes, são para dentro?

Por exemplo, neste momento, talvez eu não entenda exatamente qual caminho esteja atravessando, mas tenho plena certeza de que ele ficará translúcido em algum tempo. Quando, não sei. Não se pode prever tal coisa.

É como quando se tira o zoom de uma foto e passamos a ver o cenário completo.

Ou como quando decidi raspar a cabeça — o que pode ter parecido doideira para muita gente, ou simplesmente nada, porque afinal, ninguém se importa — mas, para mim, parecia o certo.

E, ao mesmo tempo em que eu me achava feia diante do espelho e só queria que ele crescesse de novo, eu passei a máquina outra, e outra, e mais uma vez.

Cheguei na raiz. Eu ainda não sabia disso, e isso só se fez claro para mim recentemente.

Me achando estranhamente bela, entendi onde estava a beleza.

Mas não sei se você que me lê entende — sem querer, de forma alguma, menosprezar sua capacidade. É que existe aquele papo de que cada ser é um universo. E também aquele de que nenhuma experiência é individual.

Por isso, continuo escrevendo.

Às vezes me remeto a lugares como pessoas na minha vida.

Há aquelas que quero sempre estar por perto, para as quais digo excessivos “sim”, mas não me canso — como uma amizade ancestral: Ilha Grande.

Há aquelas que já me fizeram ter reflexões profundas, me emocionam e me encantam até a raiz do cabelo que não tenho mais. Sinto saudades de visitar recorrentemente, mas com cautela, tamanha a potência e a energia que recebo: Chapada Diamantina.

E há os que sugam minha energia. Sinto um cansaço depois da interação. Não é que sejam terríveis; sua complexidade apenas me atravessa sem pedir licença.

Uma combinação que ainda não decifrei de angústia com exuberância hipnotizante.

Como pode existir tanta água no deserto mais árido do mundo? Atacama.

A essa altura, quem ainda lê deve estar me achando meio lelé da cuca. Mas ninguém se importa.

Então, se você realmente não se importar, seguirei compartilhando uns rolês que tenho dado por aí. Quer dizer, aqui.

Por esse planeta Terra em que vivemos. Mas também seguirei viajando nesse mundinho particular.

 

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